sábado, 7 de setembro de 2013
Crítica: Demolition - Girlschool
Desafiando o ambiente sexista o Girlschool foi uma das primeiras bandas de rock constituída exclusivamente por mulheres. Não foi a primeira, mas o grande diferencial delas foi fazer um som mais agressivo do que "se esperava de meninas", nada de Punk Rock, elas encabeçaram num Hard Rock mesmo, beirando ao Heavy Metal. Imagine uma mistura de Motorhead com The Runnaways.
Demolition foi o primeiro álbum de estúdio delas, gravado em 1980 pela Bronze Records.
O disco chegou a 28ª posição na UK Albums Chart aproveitando os bons ventos do fenômeno da New Wave of British Heavy Metal.
O disco é carregado de músicas boas, curtas (não passam dos 5 minutos), ótimos riffs e solos. É difícil eleger uma música que se destaca, são todas ótimas de forma equivalente.
Talvez as melhores sejam Nothing to Loose, que tem lindas frases de guitarra, Emergency (que rendeu até um cover do Motorhead) e Race With the Devil, um cover da banda Gun, banda de Acid Rock dos anos 60.
Demolition é a prova definitiva de que a qualidade não precisa vir dos excessos, é antes de mais nada um disco simples e direto. Um dos melhores já gravados.
Abaixo algumas músicas:
Demolition Boys
Emergency
Race With the Devil
sábado, 31 de agosto de 2013
Iron Maiden - Pop Rock Concert (83) - World Piece Tour
Simples, direto, enérgico e brutal. Esses são os adjetivos desse show.
Um Iron Maiden que poucos conhecem, sem muita cerimônia, executando música após música sem longas apresentações ou enfandonhas rasgação de seda para o público. Uma banda que mostra integralmente o que melhor sabe fazer, música e não discursos.
Imagine então ver isso na TV ?
Veja abaixo:
Isso foi filmado em Dortmund na Alemanha, o programa é Pop Rock in Concert.
Isso aqui passava na TV Alemã em 83 ... Havia especiais de 30 minutos com Judas Priest, Scorpions, Ozzy Osbourne , Quiet Riot e Def Leppard ...
E DEPOIS PERGUNTAM POR QUE A GALERA PULAVA O MURO DE BERLIM!!!!!
Bem, a banda já inicia o show com Sanctuary, começar de forma mais simples e direta que isso é praticamente impossível. Nada de introduções, sem cartão de visitas, os riffs da música já se fazem presente e em poucos segundos o público delira, já sabendo que haverá uma catárse a cada música.
O show segue com 3 músicas do então novo disco, Piece of Mind. A primeira delas é The Trooper, empolgante como sempre. Em seguida vem a belíssima Revelations, com Bruce segurando uma guitarra (sabe-se lá por que, ele nem toca). Depois vem Flight of Icarus, um exemplo magnifíco de combinação dialética entre peso e melodia.
O show segue com 22 Acacia Avenue, uma das melhores músicas já composta pela banda e na minha opnião a melhor canção do disco The Number of the Beast.
Por falar de The Number of the Beast, a polêmica música é tocada em seguida, com uma incrível impressionante onde todas as luzes são apagadas, e aparece a figura da morte em cima do palco, com uma fumaça de gelo seco subindo pelo seu manto negro, uma imagem incrível (sério, realmente incrível). A música é tocada com uma energia incrível, contando com caras e bocas de Bruce Dickinson e peripécias combinadas como Dave Murray subindo em seus ombros e caminhando pelo palco enquanto Adrian Smith faz seu solo e Steve Harris agride seus dedos violentamente no baixo.
A última música tocada é Run to the Hills, empolgante desde o começo com a levada de bateria.
No final Nicko McBrain recebe o espírito de Keith Moon e arrebenta com a própria bateria (Bruce Dickinson dá uma mãozinha) e, tomados agora pelo espírito do Bozo, todos levam uma tortada na cara.
Repertório:
Sanctuary
The Trooper
Revelations
Flight of Icarus
22 Acacia Avenue
The Number of the Beast
Run to the Hills
Fotos:
domingo, 11 de agosto de 2013
British Standard Approved, Demon e a Síndrome de Underground
Aproveitando as resenhas de discos individuais que tenho feito, aproveitarei esse para tecer algumas críticas ao elogio desmedido as bandas menos conhecidas do Heavy Metal em detrimento de ferrenhas críticas a outras que supostamente só ficaram conhecidas por terem se dado bem com as gravadoras famosas e só pensam em dinheiro.
Sim, falarei um pouco da síndrome de underground, algo tão comum nesse meio.
Chega de vocativos, todos conhecem a New Wave of British Heavy Metal e sabem como ninguém quem é que encabeçou esse movimento, o Iron Maiden. No entanto, há quem diga que a banda ofuscou o brilho de outras bandas melhores pelo contrato com a poderosa EMI. Conheço pessoas que digam que TODAS as outras bandas ofuscada pela Donzela são melhores e mais sinceras. Bandas como Demon, uma importante banda movimento, conhecida por flertar bastante com o Rock Progressivo. Por falar em "British", falaremos um pouco do British Standard Approved, um disco lançado em 1984, ano em que o "comercial" Iron Maiden lançava seu Powerslave e ganhava projeção de ultra-banda com a World Slavery Tour.
Analisemos o British Standard Approved da banda Demon, analizarei outros discos.
Ao ouvir a primeira vez o British Standard Approved, eu senti que estava escutando um disco do Pink Floyd, uma versão Pop do Pink Floyd. Ser uma banda de Heavy Metal e flertar com outros estilos de forma tão evidente é sempre um perigo, a chance do seu público original não gostar é grande e com Demon a coisa não foi diferente, o disco foi um fracasso de vendas.
Alias, eu disse "flertar" ? Esquece. Aqui nesse disco basicamente não há flerte algum, o que existe é uma completa transfiguração. A banda simplesmente esquece completamente do estilo que a consagrou e você ainda reclama de Metallica e Iron Maiden ?
Sério, vocês acham que "Enter Sandman" ou "Fear of the Dark" músicas que transgridam tanto o "verdadeiro" Heavy Metal ? Que o bom mesmo é ir a fundo em músicos que lutaram bravamente no mercado fonográfico marginal e nunca ficaram conhecidos por serem fiéis, tanto aos fãs quanto ao gênero ?
Acham mesmo que eles nunca tentaram ? HAHAHAHA!
Se você tiver procurando Heavy Metal, esquece desse disco. Talvez ele agrade mais quem é fã de Dire Straits ou Pink Floyd e olhe lá, eu gosto tanto de Dire Straits e Pink Floyd e simplesmente odiei o disco.
O tempo todo a banda tenta criar uma atmosfera progressiva e fracassa miseravelmente a todo momento, criando únicamente uma atmosfera de tédio.
First Class não tem nada que lembre Heavy Metal. Uma música que começa com sons de diálogos e um teclado criando um ambiente para entrar outros instrumentos que irão acompanhar a linha melódica que seguirá de forma padrão o disco inteiro.
Silencioso, repetitivo, chato. Esse padrão se repete em Cold in the Air, Touching the Ice, Second Stage, Proxima (esse é o nome da música e ao mesmo a minha vontade de passar para outra faixa, genial).
Talvez em The Link part I e II por ter "certa" distorção e um vocal mais agressivo, é o máximo de peso e pegada que você irá encontrar aqui nesse disco. Nas próximas faixas você pode pegar o travesseiro e dormir novamente, foi alarme falso, o disco não vai melhorar.
New Ground é a maior música do disco, com seus 6:22, e talvez a pior por causa disso. Outra música em que o Heavy Metal mandou um abraço, uma bateria repetitiva e um intenso e atmosférico uso de teclado, sem solos, sem variações, sem absolutamente nada. From the Outside tem uma introdução de guitarra bonitinha (é o único momento bom do disco) e segue com violões e teclado (sim, novamente, você vai ouví-lo muito nesse disco, se não gosta e quer conhecer o disco mesmo assim, prepare-se). Wonderland é uma música bem próxima das faixas comerciais da época, animadinha e cheias de sintetizadores, um synth-pop sem tirar nem por.
Hemispheres parece ter saído do disco The Wall ou Final Cut do Pink Floyd, com um leve fundo feito pelo teclado dando ênfase para melodia vocal interpretada.
Resumindo, a banda tentou ganhar um público com um som comercial. Pelo fato deles terem fechado com a minúscula gravadora "Spaced Out Music" (que nem site tem) não muda a realidade.
Alias, é bem comum você encontrar pequenas bandas com uma enorme ênfase comercial exacerbada, para ascender rápido e emplacar algum hit. Não faço uma condenação moral disso, cada um está tentando ganhar o seu, colocar pão na mesa e coisa e tal. Mas não entre nessa religião do "anti-mainstreen" achando que tudo que se faz está livre e desimpedido dessa influência. Alias, melhor, pare de ser bitolado, há coisas comerciais ótimas! E, na minha opinião, British Standard Approved não é dessas.
Abaixo a música "From the Outside", aquela com a intro de guitarra bonitinha:
Se não tiver funcionando o link, deixe o seu comentário avisando.
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| Bruce Dickinson, nadando em dinheiro |
Chega de vocativos, todos conhecem a New Wave of British Heavy Metal e sabem como ninguém quem é que encabeçou esse movimento, o Iron Maiden. No entanto, há quem diga que a banda ofuscou o brilho de outras bandas melhores pelo contrato com a poderosa EMI. Conheço pessoas que digam que TODAS as outras bandas ofuscada pela Donzela são melhores e mais sinceras. Bandas como Demon, uma importante banda movimento, conhecida por flertar bastante com o Rock Progressivo. Por falar em "British", falaremos um pouco do British Standard Approved, um disco lançado em 1984, ano em que o "comercial" Iron Maiden lançava seu Powerslave e ganhava projeção de ultra-banda com a World Slavery Tour.
Analisemos o British Standard Approved da banda Demon, analizarei outros discos.
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| Capa do disco British Standard Approved do Demon Isso lembra um disco de Heavy Metal ? |
Ao ouvir a primeira vez o British Standard Approved, eu senti que estava escutando um disco do Pink Floyd, uma versão Pop do Pink Floyd. Ser uma banda de Heavy Metal e flertar com outros estilos de forma tão evidente é sempre um perigo, a chance do seu público original não gostar é grande e com Demon a coisa não foi diferente, o disco foi um fracasso de vendas.
Alias, eu disse "flertar" ? Esquece. Aqui nesse disco basicamente não há flerte algum, o que existe é uma completa transfiguração. A banda simplesmente esquece completamente do estilo que a consagrou e você ainda reclama de Metallica e Iron Maiden ?
Sério, vocês acham que "Enter Sandman" ou "Fear of the Dark" músicas que transgridam tanto o "verdadeiro" Heavy Metal ? Que o bom mesmo é ir a fundo em músicos que lutaram bravamente no mercado fonográfico marginal e nunca ficaram conhecidos por serem fiéis, tanto aos fãs quanto ao gênero ?
Acham mesmo que eles nunca tentaram ? HAHAHAHA!
Se você tiver procurando Heavy Metal, esquece desse disco. Talvez ele agrade mais quem é fã de Dire Straits ou Pink Floyd e olhe lá, eu gosto tanto de Dire Straits e Pink Floyd e simplesmente odiei o disco.
O tempo todo a banda tenta criar uma atmosfera progressiva e fracassa miseravelmente a todo momento, criando únicamente uma atmosfera de tédio.
First Class não tem nada que lembre Heavy Metal. Uma música que começa com sons de diálogos e um teclado criando um ambiente para entrar outros instrumentos que irão acompanhar a linha melódica que seguirá de forma padrão o disco inteiro.
Silencioso, repetitivo, chato. Esse padrão se repete em Cold in the Air, Touching the Ice, Second Stage, Proxima (esse é o nome da música e ao mesmo a minha vontade de passar para outra faixa, genial).
Talvez em The Link part I e II por ter "certa" distorção e um vocal mais agressivo, é o máximo de peso e pegada que você irá encontrar aqui nesse disco. Nas próximas faixas você pode pegar o travesseiro e dormir novamente, foi alarme falso, o disco não vai melhorar.
New Ground é a maior música do disco, com seus 6:22, e talvez a pior por causa disso. Outra música em que o Heavy Metal mandou um abraço, uma bateria repetitiva e um intenso e atmosférico uso de teclado, sem solos, sem variações, sem absolutamente nada. From the Outside tem uma introdução de guitarra bonitinha (é o único momento bom do disco) e segue com violões e teclado (sim, novamente, você vai ouví-lo muito nesse disco, se não gosta e quer conhecer o disco mesmo assim, prepare-se). Wonderland é uma música bem próxima das faixas comerciais da época, animadinha e cheias de sintetizadores, um synth-pop sem tirar nem por.
Hemispheres parece ter saído do disco The Wall ou Final Cut do Pink Floyd, com um leve fundo feito pelo teclado dando ênfase para melodia vocal interpretada.
Resumindo, a banda tentou ganhar um público com um som comercial. Pelo fato deles terem fechado com a minúscula gravadora "Spaced Out Music" (que nem site tem) não muda a realidade.
Alias, é bem comum você encontrar pequenas bandas com uma enorme ênfase comercial exacerbada, para ascender rápido e emplacar algum hit. Não faço uma condenação moral disso, cada um está tentando ganhar o seu, colocar pão na mesa e coisa e tal. Mas não entre nessa religião do "anti-mainstreen" achando que tudo que se faz está livre e desimpedido dessa influência. Alias, melhor, pare de ser bitolado, há coisas comerciais ótimas! E, na minha opinião, British Standard Approved não é dessas.
Abaixo a música "From the Outside", aquela com a intro de guitarra bonitinha:
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sábado, 20 de julho de 2013
Crítica: When Seconds Count - Survivor
When Seconds Count é o sexto album de estúdio do Survivor e o segundo com o vocalista Jimi Jamison. Esse disco, alias, essa banda não deve agradar nenhum pouco os mais radicais. Survivor é uma banda que, podemos dizer, é Hard Rock Pop por excelência. Não temos sessões instrumentais agressivas e as canções são focadas na melodia vocal e impulsionadas pelos sintetizadores, algo muito comum nos anos 80.
Aos mais tolerantes a banda poderá agradar bastante. Esse disco em específico possui grandes hits como "Is this Love" e "Burning Heart" que esteve presente na trilha sonora de Rocky IV.
É um disco datado na década de 80 e isso não quer dizer que seja ruim, se você quiser fazer uma viagem no tempo, escute esse disco, é como entrar num Delorean.
Além de "Burning Heart" e "Is this Love" as músicas "When Seconds Count" e "Backstreet Love Affair" soaram bem empolgantes.
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| O grande destaque do disco é o vocalista Jimi Jamison Em todas as músicas canta muito bem, uma voz muito bonita. |
Para quem gosta do filme Rocky IV, abaixo a música Burning Heart com cenas do filme e legenda em português:
domingo, 2 de junho de 2013
Crítica: Angel Witch - Angel Witch
Angel Witch é o primeiro disco da banda britânica de mesmo nome.
O álbum foi lançado em 1980 pela Bronze Record e, desde então, recebeu quatro novas reedições ao longo dos anos.
O disco já chama atenção pela capa, uma gravura do renomado pintor romântico inglês do século XIX John Martin chamado The Fallen Angels Entering Pandemonium.
Em relação as críticas Angel Witch recebeu muitos reviews positivos. A única exceção na época foi a crítica do jornalista Paul Suter da influente revista britânica de música Sounds em 1980 que definiu o disco como "pavoroso" com um vocal extremamente fraco.
Outro crítico da revista Sound chamado Malcom Dome contrariou esse review de Paul e diz ter amado a agressividade mesclada a melodia presente no álbum, colocando-o inclusive como "álbum do ano" ao lado de Demolition do Girlschool.
Martin Popoff, um crítico canadense especializado em Heavy Metal disse que este é o único álbum da banda com uma importância profunda e disse ainda que nele se encontra a primeira panorâmica do que seria o Black Metal como foi conhecido.
Chad Bowar da About.com recomendou o disco como um dos melhores discos dos anos 80.
Para ver a crítica inteira de Chad Bowar acesse:
http://heavymetal.about.com/b/2010/09/10/retro-recommendation-angel-witch-angel-witch.htm
Destaque:
Angel of Death
Prós:
Um dos melhores discos da década com certeza, as músicas são todas ótimas e combinam muito bem agressividade e melodia
Contras:
Nenhum
O álbum foi lançado em 1980 pela Bronze Record e, desde então, recebeu quatro novas reedições ao longo dos anos.
O disco já chama atenção pela capa, uma gravura do renomado pintor romântico inglês do século XIX John Martin chamado The Fallen Angels Entering Pandemonium.
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| Angel Witch, capa do disco The Fallen Angels Entering Pandemonium de John Martin |
Em relação as críticas Angel Witch recebeu muitos reviews positivos. A única exceção na época foi a crítica do jornalista Paul Suter da influente revista britânica de música Sounds em 1980 que definiu o disco como "pavoroso" com um vocal extremamente fraco.
Outro crítico da revista Sound chamado Malcom Dome contrariou esse review de Paul e diz ter amado a agressividade mesclada a melodia presente no álbum, colocando-o inclusive como "álbum do ano" ao lado de Demolition do Girlschool.
Martin Popoff, um crítico canadense especializado em Heavy Metal disse que este é o único álbum da banda com uma importância profunda e disse ainda que nele se encontra a primeira panorâmica do que seria o Black Metal como foi conhecido.
"(...) mix of gothic melody, sinister surprise and scorching dense riffery (...)"
Popoff, Martin - The Collector's Guide to Heavy Metal: Volume 2: The Eighties.Alex Henderson da Allmusic colocou o disco como clássico do Heavy Metal ao lado de discos do Iron Maiden, Def Leppard, Saxon, Girlschool e Diamond Head.
Chad Bowar da About.com recomendou o disco como um dos melhores discos dos anos 80.
Para ver a crítica inteira de Chad Bowar acesse:
http://heavymetal.about.com/b/2010/09/10/retro-recommendation-angel-witch-angel-witch.htm
Destaque:
Angel of Death
Prós:
Um dos melhores discos da década com certeza, as músicas são todas ótimas e combinam muito bem agressividade e melodia
Contras:
Nenhum
sábado, 1 de junho de 2013
Crítica: Helluva Band - Angel
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| Angel, Helluva Band, 1976 Capa da frente |
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| Capa de trás |
Helluva Band é o segundo disco da banda Angel lançado em 1976.
A banda surgiu de forma bem peculiar.
Nesse universo Glam Rock, de roupas brancas de poliester, cabelos louros, maquiagem andrógena, a banda tinha o objetivo de ser uma espécie de contraponto angelical ao KISS. Apesar da proposta interessante, o som do primeiro disco (Angel, lançado em 1975), segundo alguns críticos, estava longe de ser original e foi altamente derivado de outras bandas, incluindo o próprio KISS.
Neste segundo disco, no entanto, a banda busca aumentar o seu leque de influência, seguindo uma linhas mais próximas do Queen, como em Angel Theme, Feelin' Right, e do Yes e Emerson Lake & Palmer, com em The Fourtune. O resto, pode-se dizer variar entre o rock mais comercial (da época) e o Glam Metal com partes bem interessantes, bom uso de teclado e guitarras melodiosas.
Trata-se de um disco que tenta explorar tanto um lado mais pesado quanto progressivo do Rock. Pegadas mais variadas você poderá encontrar em músicas como Dr.Ice, Mirrors e Pressure Point.
Tanto a parte mais agressiva quanto a mais progressiva do disco há uma comunicação bem forte entre guitarra e teclado, com mais ênfase no teclado.
Os membros da banda que mais se destacam são o guitarrista Punky Meadows e o tecladista Gregg Giuffria que teve nesse disco, a sua disposição, órgão, piano, clavinet, cravo, mellotron e sintetizadores. A ótima voz de Frank DiMino também não fica atrás.
Ótimo disco!
Destaques:
The Fortune
Pressure Point
Angel Theme
Prós:
Melodias fortes, bons riffs, boa comunicação entre teclado e guitarra.
Contras:
O uso exagerado do tom do teclado, muito alto, em relação aos outros instrumentos, pode incomodar
Abaixo a música Feelin' Right
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Crítica: Pretties for You - Alice Cooper
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| Capa do disco, uma pintura feita por Ed Beardsley |
Pretties for You, lançado em 1969 é o primeiro disco da banda Alice Cooper, quando Alice Cooper ainda se referia a banda e não ao cantor principal.
É bom avisar que esse disco poderá causar estranheza se você conhece Alice Cooper na sua roupagem mais conhecida, de Hard Rock, pois este explora um universo muito mais psicodélico, misturado com Acid Rock, Garage e certa influência de Beatles.
Controverso, Pretties for You foi um fracasso tanto de crítica qunato de vendas. Lester Bangs, da revista Rolling Stone, por exemplo, disse que o disco não havia vida, espontaneidade, alegria, raiva ou lhe inspirava qualquer paixão, classificando como um totalmente dispensável.
E é assim que ele foi tratado, servindo apenas praticamente como um registro histórico do grupo.
A canção "Reflected" , que deu origem ao primeiro single, foi reescrita como "Elected" no consagrado disco "Billion Dollar Babies" de 1973. As outras músicas se perderam no arquivamento da memória como se fossem fósseis de um museu, já que nunca são mencionadas ou tocadas ao vivo.
As músicas possuem muita vocalizações que soam enjoativas embora hora ou outra possa aparecer bons riffs e até bons solos, com boa pegada como em Swing Low Sweet Cheeiro e Living. A banda é competente, provou isso melhor nos discos posteriores, não poderia ser diferente.
O disco também não é de todo ruim, existe apenas um número grande de músicas dispensáveis e partes esquisitas, uma espécie de flerte dodecafônico. Entretanto, não seria um disco que eu recomendaria.
A capa do disco é uma pintura feita por Ed Beardsley, um pintor californiano.
Apenas a título de curiosidade, imagem da capa do disco foi pendurada na sala de estar do músico Frank Zappa, porém, segundo sua esposa, foi roubado.
Destaques
Swing Low Sweet Cheeiro
Living
Prós:
É uma experiência interessante de mistura de Rock de Garagem, Acid Rock e Psicodelia
Contras:
Vocalizações enjoativas e muitas músicas dispensáveis
Abaixo a música Swing Low Sweet Cheeiro
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