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sábado, 31 de outubro de 2015

Banda JOLT


No dia 30 de Outubro (ontem) eu estava no Shopping Dom Pedro e dei uma passada na FNAC. Gosto de passar um tempo lendo num café fica no fundo da loja. Do lado desse café fica um palco e, naquele dia, ocorria ali uma movimentação.
Traz instrumentos pra cá, traz instrumentos pra lá. Era uma banda que ia se apresentar ali obviamente.
Fui pego de surpresa, não sabia que isso ia acontecer. Cogitei ir para outro lugar, não estava com o menor saco pra ouvir nada nesse dia, queria ficar ali no meu canto, quieto, sossegado, lendo meu Crime e Castigo de Dostoiévski. Mas fiquei com preguiça de levantar a bunda da cadeira e fiquei por ali mesmo. Consigo me concentrar.
Quando a banda chegou no palco para fazer a passagem de som finalmente vi no que estava metido, a banda tinha alguns adolescentes com tatuagens, óculos. Me pareceu algo entre hipster e emo, e duas crianças, sim DUAS CRIANÇAS. Pensei comigo: "Puts, isso vai ser uma bosta".
A banda em questão era a banda JOLT. Nunca tinha ouvido falar. Pela aparência da banda achei que o repertório da banda ia ser algo entre Banda Cine e Highschool Musical.

Isso mudou quando a banda começou a tocar. Não era nada do que eu imaginava. A banda ERA BOA.
Em vários momentos da apresentação parei para prestar atenção. As músicas eram bem executadas, não havia excessos, os músicos se entrosavam bem, a menina (Mariana), que fazia um par vocal com outro menino (Cauan), cantava muito bem, o guitarrista mandava bem, a cozinha era bem feita, criativa e o teclado não estava ali de enfeite ou só para criar atmosfera, ele se expressava solidamente nas músicas também.
Uma grande virtude da banda, e que eu admiro, é que a banda não foi lá fazer covers, ela estava lá apresentando um trabalho autoral, honesto e de qualidade.

Apesar da banda se definir com termos hiper-prafrentex como "Art Pop", "Indie Pop", "Folktrônica (que porra é essa?), "Minimalista", o que me expulsaria logo de cara, havia ali uma conexão com o passado, na época em que as músicas eram boas. Bastante influência de Funk e deu pra notar até mesmo alguma influência de Deep Purple do MK IV.

Aqui vai uma música deles, tirem suas próprias conclusões:


Site da banda:
http://www.bandajolt.com.br/

domingo, 17 de maio de 2015

Dica Independente: Buffalo Trio - Entre o Grunge e o Stoner


Buffalo Trio é uma banda independente de Uberlândia (MG) que iniciou sua carreira ano passado (2014), embora seus membros estejam na correria desde 2005. A formação da banda conta com Luiz Pettersen nas guitarras e vocais, João Henrique no baixo e Fred Meira na bateria.
Seu primeiro EP foi lançado em abril de 2014.

A banda é uma mistura interessante de Grunge com Stoner Rock.
Na minha audição percebi elementos de Nirvana, Them Crooked Vultures, Kyus e Black Sabbath nos primeiros anos.

O primeiro e o segundo disco (que foi lançado recentemente) podem ser ouvido via Bandcamp

Primeiro disco: Buffalo Trio EP



Segundo disco: Variable Chocke




Mais informações da banda:

E-mail: buffalotrioband@gmail.com
Soundcloud: https://soundcloud.com/buffalotrioband
Bandcamp: https://buffalotrio.bandcamp.com/ 
Facebook: https://www.facebook.com/buffalotrioband

Créditos:
Conheci essa banda pelo ótimo site Southern Rock Brasil. Um dos poucos que realmente se dedicam a divulgação de música boa e com pegada nesse país.
Curtam a fanpage dos caras:
https://www.facebook.com/SouthernRockBrasil

sábado, 3 de janeiro de 2015

Om - Pilgrimage (2007)


"Pilgrimage", o terceiro disco do "doomy duo" Om, um exemplo de como às vezes, menos é mais. Apenas com o baixo, a bateria e as cordas vocais, o grupo demonstra uma incrível capacidade de criar música de incrível profundidade e originalidade.
Esse álbum cumpre realmente o que o título sugere, uma viagem épica às terras desconhecidas de proporções subsônicas. É incrível o preenchimento sonoro somando apenas poucos instrumentos. Isso tem nome, TALENTO.
Al Cisneros comanda os caminhos dessa viagem, sem esforço ele tece linhas de baixo hipnóticas (e belíssimas) criando uma atmosfera meditativa, enquanto canta sobre planos espirituais e ilusões da experiência contemplativa e religiosa. A capa do disco é uma obra prima à parte, um ícone Ortodoxo, uma representação de um anjo. Nada mais significativo para esse disco.
Seu parceiro, Chris Hakius, não é menos importante, mantendo a música funcionando perfeitamente lisa com um bom equilíbrio "de xamã", com marchas, cadências e ritmos.
As pessoas que procuram alguma brutalidade de qualquer espécie, ou mesmo algo de metal não irá encontrar aqui, e vai descartar o álbum como chato. Não me interpretem mal, há uma abundância de riffs pesados, mas eles não são pesados de forma "tradicionalmente metálica", eles são pesados num sentido mais profundo da palavra, as paletadas no baixo distorcido e o ambiente criado pelo disco por si só, coloca muita guitarra distorcida de joelhos.

O único defeito deste disco é ter só 32 minutos.

Músicas:

1. Pilgrimage
2. Unitive Knowledge Of The Godhead
3. Bhima's Theme
4. Pilgrimage (Reprise)

Disco inteiro:

Dica Independente: The Dustaphonics


The Dustaphonics é uma banda de Garage Rock londrina que está na ativa desde 2008.
Além da base do Garage Rock o som da banda tem algumas influências de Soul, Funk, Punk e principalmente de Surf Music. Entre as influências citadas pela banda em sua página oficial no Facebook estão Bo Diddley, Link Wray, Dick Dale, Mickey Baker, Coaster, Ramones, Aretha Franklin, Hank Williams, James Brown, Sugar Pie De Santos e Etta James.

Dá para notar que, com essas influências, o som da banda soará retrô.

A banda é atualmente composta pela belíssima Hayley Red, Yvan Serrano Fontova (Dj Healer Selecta) na guitarra, Eric Frajiria (Bruce Brand) na bateria e Dan "Diaboliks" Whaley (Devil Dell'Aiera) no baixo.

Para ouvir o som da banda acesse:
http://www.reverbnation.com/dustaphonics/songs
Neste link você poderá ouvir 7 músicas da banda.





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Dica Independente: The Mobbs

Quem disse que o Rock morreu? Na verdade ele pode apenas estar passando por uma fase comercial ruim e, concordo, nem mesmo o alternativo se salva muito, sendo pior que o mainstream na maioria dos casos.
No entanto bandas boas surgem e aqui vou listar algumas das boas bandas que descobri recentemente, através de um ótimo podcast do blog retroman65.


The Mobbs
Diretamente de Londres, do coração da Inglaterra, The Mobbs é uma banda de Garage Punk e Garage Rock que está na ativa desde 2008.
Para ouvir a banda entre em seu site oficial:
http://www.themobbs.co.uk/
Há 8 músicas que são suficiente para você notar o estilo da banda. Uma pegada "retrô" que remete bastante a sonoridade de bandas como The Kinks, The Small Faces e The Troggs.

Clipe na música "Bully"



Clipe da música "Old Square Eyes"



Clipe da música "Better The Devil You Know"

sábado, 13 de setembro de 2014

Dica Independente - Facção Caipira

Estou iniciando aqui a sessão "Dica Independente" do blog que tem como objetivo de apresentar bandas menos conhecidas do Brasil. O único critério aqui é se eu gostar da banda., então, se você confia no meu julgamento você poderá gostar das bandas que serão apresentadas aqui.

A primeira banda é Facção Caipira, uma banda de Blues Rock bastante interessante.


Segue a descrição posta em seu Facebook:

Grupo de indivíduos partidários lutando pela mesma causa: Um blues pra lá de rock ‘n roll.
Caipira indisposto a seguir tendências, trilha de sandálias fazendo barulho por todo lugar que passa.
E assim que tiraram os freios dessa carroça, sem direção hidráulica ou ar condicionado, FACÇÃO CAIPIRA toma a estrada da musica a todo galope!

FACÇÃO CAIPIRA nasceu em casa em 2009 com sua primeira formação, com Jan Santoro no Violão, João Victor Rolim na Guitarra, Vinicius Camara no Baixo e Tieê Ortlieb com a intenção de tocar o que gosta e cantar o que quiser. Hoje conta com a presença de Daniel Leon na Gaita e de Renan Carriço na bateria - ainda com a mesma intenção, a pedido da musica - a banda se consolidou em estúdio até o som sair pelas paredes.

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Site
Youtube

Versão de Disparada, famosa  canção escrita por Geraldo Vandré e Théo de Barros e interpretada por Jair Rodrigues


Chocolate Amargo ( Hey Joe Theatro Municipal de Niterói)


Blues Brasileiro Foragido Americano