sábado, 20 de julho de 2013

Crítica: When Seconds Count - Survivor

When Seconds Count - Survivor (1986)

When Seconds Count é o sexto album de estúdio do Survivor e o segundo com o vocalista Jimi Jamison. Esse disco, alias, essa banda não deve agradar nenhum pouco os mais radicais. Survivor é uma banda que, podemos dizer, é Hard Rock Pop por excelência. Não temos sessões instrumentais agressivas e as canções são focadas na melodia vocal e impulsionadas pelos sintetizadores, algo muito comum nos anos 80.
Aos mais tolerantes a banda poderá agradar bastante. Esse disco em específico possui grandes hits como "Is this Love" e "Burning Heart" que esteve presente na trilha sonora de Rocky IV.
É um disco datado na década de 80 e isso não quer dizer que seja ruim, se você quiser fazer uma viagem no tempo, escute esse disco, é como entrar num Delorean.
Além de "Burning Heart" e "Is this Love" as músicas "When Seconds Count" e "Backstreet Love Affair" soaram bem empolgantes.

 Jimi Jamison
O grande destaque do disco é o vocalista Jimi Jamison
Em todas as músicas canta muito bem, uma voz muito bonita.

Para quem gosta do filme Rocky IV, abaixo a música Burning Heart com cenas do filme e legenda em português:


domingo, 2 de junho de 2013

Crítica: Angel Witch - Angel Witch

Angel Witch é o primeiro disco da banda britânica de mesmo nome.
O álbum foi lançado em 1980 pela Bronze Record e, desde então, recebeu quatro novas reedições ao longo dos anos.
O disco já chama atenção pela capa, uma gravura do renomado pintor romântico inglês do século XIX John Martin chamado The Fallen Angels Entering Pandemonium.

Angel Witch - 1980
Angel Witch, capa do disco
The Fallen Angels Entering Pandemonium de John Martin

Em relação as críticas Angel Witch recebeu muitos reviews positivos. A única exceção na época foi a crítica do jornalista Paul Suter da influente revista britânica de música Sounds em 1980 que definiu o disco como "pavoroso" com um vocal extremamente fraco.
Outro crítico da revista Sound chamado Malcom Dome contrariou esse review de Paul e diz ter amado a agressividade mesclada a melodia presente no álbum, colocando-o inclusive como "álbum do ano" ao lado de Demolition do Girlschool.
Martin Popoff, um crítico canadense especializado em Heavy Metal disse que este é o único álbum da banda com uma importância profunda e disse ainda que nele se encontra a primeira panorâmica do que seria o Black Metal como foi conhecido.
"(...) mix of gothic melody, sinister surprise and scorching dense riffery (...)"
Popoff, Martin  - The Collector's Guide to Heavy Metal: Volume 2: The Eighties.  
Alex Henderson da Allmusic colocou o disco como clássico do Heavy Metal ao lado de discos do Iron Maiden, Def Leppard, Saxon, Girlschool e Diamond Head.
Chad Bowar da About.com recomendou o disco como um dos melhores discos dos anos 80.
Para ver a crítica inteira de Chad Bowar acesse:
http://heavymetal.about.com/b/2010/09/10/retro-recommendation-angel-witch-angel-witch.htm

Destaque:
Angel of Death

Prós:
Um  dos melhores discos da década com certeza, as músicas são todas ótimas e combinam muito bem agressividade e melodia

Contras:
Nenhum

sábado, 1 de junho de 2013

Crítica: Helluva Band - Angel

Angel Helluva Band
Angel, Helluva Band, 1976
Capa da frente
Angel Helluva Band
Capa de trás

Helluva Band é o segundo disco da banda Angel lançado em 1976.
A banda surgiu de forma bem peculiar.
Nesse universo Glam Rock, de roupas brancas de poliester, cabelos louros, maquiagem andrógena, a banda tinha o objetivo de ser uma espécie de contraponto angelical ao KISS. Apesar da proposta interessante, o som do primeiro disco (Angel, lançado em 1975), segundo alguns críticos, estava longe de ser original e foi altamente derivado de outras bandas, incluindo o próprio KISS.
Neste segundo disco, no entanto, a banda busca aumentar o seu leque de influência, seguindo uma linhas mais próximas do Queen, como em Angel Theme, Feelin' Right, e do Yes e Emerson Lake & Palmer, com em The Fourtune. O resto, pode-se dizer variar entre o rock mais comercial (da época) e o Glam Metal com partes bem interessantes, bom uso de teclado e guitarras melodiosas.
Trata-se de um disco que tenta explorar tanto um lado mais pesado quanto progressivo do Rock. Pegadas mais variadas você poderá encontrar em músicas como Dr.Ice, Mirrors e Pressure Point.
Tanto a parte mais agressiva quanto a mais progressiva do disco há uma comunicação bem forte entre guitarra e teclado, com mais ênfase no teclado.
Os membros da banda que mais se destacam são o guitarrista Punky Meadows e o tecladista Gregg Giuffria que teve nesse disco, a sua disposição, órgão, piano, clavinet, cravo, mellotron e sintetizadores. A ótima voz de Frank DiMino também não fica atrás.
Ótimo disco!

Destaques:
The Fortune
Pressure Point
Angel Theme

Prós:
Melodias fortes, bons riffs, boa comunicação entre teclado e guitarra.

Contras:
O uso exagerado do tom do teclado, muito alto, em relação aos outros instrumentos, pode incomodar

Abaixo a música Feelin' Right

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Crítica: Pretties for You - Alice Cooper

Pretties for You - Alice Cooper - 1969
Capa do disco, uma pintura feita por Ed Beardsley

Pretties for You,  lançado em 1969 é o primeiro disco da banda Alice Cooper, quando Alice Cooper ainda se referia a banda e não ao cantor principal.
É bom avisar que esse disco poderá causar estranheza se você conhece Alice Cooper na sua roupagem mais conhecida, de Hard Rock, pois este explora um universo muito mais psicodélico, misturado com Acid Rock, Garage e certa influência de Beatles.

Controverso, Pretties for You foi um fracasso tanto de crítica qunato de vendas. Lester Bangs, da revista Rolling Stone, por exemplo, disse que o disco não havia vida, espontaneidade, alegria, raiva ou lhe inspirava qualquer paixão, classificando como um totalmente dispensável.

E é assim que ele foi tratado, servindo apenas praticamente como um registro histórico do grupo.
A canção "Reflected" , que deu origem ao primeiro single, foi reescrita como "Elected" no consagrado disco "Billion Dollar Babies" de 1973. As outras músicas se perderam no arquivamento da memória como se fossem fósseis de um museu, já que nunca são mencionadas ou tocadas ao vivo.

As músicas possuem muita vocalizações que soam enjoativas embora hora ou outra possa aparecer bons riffs e até bons solos, com boa pegada  como em Swing Low Sweet Cheeiro e Living. A banda é competente, provou isso melhor nos discos posteriores, não poderia ser diferente.

O disco também não é de todo ruim, existe apenas um número grande de músicas dispensáveis e partes esquisitas, uma espécie de flerte dodecafônico. Entretanto, não seria um disco que eu recomendaria.

A capa do disco é uma pintura feita por Ed Beardsley, um pintor californiano.
Apenas a título de curiosidade, imagem da capa do disco foi pendurada na sala de estar do músico Frank Zappa, porém, segundo sua esposa, foi roubado.

Destaques
Swing Low Sweet Cheeiro
Living

Prós:
É uma experiência interessante de mistura de Rock de Garagem, Acid Rock e Psicodelia

Contras:
Vocalizações enjoativas e muitas músicas dispensáveis

Abaixo a música Swing Low Sweet Cheeiro

Alice Cooper - Love It To Death Tour (1971) - Posters e Anúncios Históricos

Fillmore East, New York 11-12th June 1971
Fillmore East, New York 11-12th June 1971
Atlanta Municiple Auditorium, Atlanta, Georgia 1st April 1971
Atlanta Municiple Auditorium, Atlanta, Georgia 1st April 1971

Opera House, Chicago, Illinois 17th April 1971
Opera House, Chicago, Illinois 17th April 1971

Civic Center, Virginia Beach, Virginia 12th May 1971
Civic Center, Virginia Beach, Virginia 12th May 1971

Sam Houston Coliseum, Houston, Texas 31st May 1971. From the collection of Dr. Dennis Hickey.
Sam Houston Coliseum, Houston, Texas 31st May 1971. From the collection of Dr. Dennis Hickey.

Youth Expo, Kingsbridge Armory, Bronx, New York June 1971
Youth Expo, Kingsbridge Armory, Bronx, New York June 1971


Alexandria Roller Rink Ad 13th June 1971
Alexandria Roller Rink Ad 13th June 1971

Alexandria Roller Rink, Alexandria, Virginia 13th June 1971
Alexandria Roller Rink, Alexandria, Virginia 13th June 1971

York Stadium, Toronto, Ontario 1971
York Stadium, Toronto, Ontario 1971

Fairgrounds Arena, Oklahoma City, Oklahoma 13th July 1971
Fairgrounds Arena, Oklahoma City, Oklahoma 13th July 1971


The Park, North Baltimore, Ohio 21st August 1971
The Park, North Baltimore, Ohio 21st August 1971

Jahrhunderhalle, Frankfurt, Germany 27th October 1971
Jahrhunderhalle, Frankfurt, Germany 27th October 1971

Concertgebouw, Amsterdam, Holland 29th October 1971
Concertgebouw, Amsterdam, Holland 29th October 1971


The Rainbow, London, England 7th November 1971
The Rainbow, London, England 7th November 1971

The Rainbow, London, England 7th November 1971
The Rainbow, London, England 7th November 1971


Fonte:
http://www.alicecooperechive.com

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Accept - Accept (1979)

Capa do disco

Gravado em 1978 e lançado em 1979 pela famosa Brain Records, uma proeminente gravadora de Hamburgo na Alemanha, Accept é o primeiro disco da banda de mesmo nome.
O guitarrista Wolf Hoffman disse que o disco é simplesmente uma coleção de canções em que toda banda veio trabalhando livremente enquanto ainda estava se formando.
"We were just playing songs that we had always played. It was material that had gathered up over the first few months and years of our existence and it was a mixture of all kinds of stuff." 
Existe mesmo um certo ambiente de liberdade nesse disco. Não se prende tanto a formações oficiais e as composições parecem bem soltas. Algumas músicas, por exemplo, nem são cantadas por Udo, como a bela balada Seawinds e Sounds of War que estão na boa voz do baixista Peter Baltes.
O que me impressionou nesse disco é a qualidade e o quanto ele foi superestimado, tanto pela banda quanto por críticos como Andy Hinds, da Allmusic, que destilou opiniões não muito favoráveis ao disco, classificando-o com uma nota muito aquém do que imaginava. Eu realmente não sei o que ele não viu nesse disco.  Só provou que nem sempre críticos de música podem ser levados a sério.
O disco é ótimo consegue combinar bons riffs com boas linhas melódicas. São melodias grudentas (e isso não é demérito algum) em cima de riffs criativos, coisa que prova que a banda tinha um senso musical apurado desde o começo.


Capa do Single "Lady Lou"
lançado em 1978

Destaques:
Take Him in My Heart
Sounds of War

Prós:
Disco bom do começo ao fim.
Bons Riffs e uma interessante linha vocal.
Melodias maravilhosamente grudentas.

Contras:
Nenhum

Abaixo música "Sounds of War"