sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Crítica: Hey Stoopid (Alice Cooper)



"Hey Stoopid" é 19º disco de Alice Cooper. Foi lançado em 2 de Julho de 1991.
Depois do disco Trash de 1989 ter feito um grande sucesso Alice Cooper tentou manter o sucesso com este álbum então trouxe várias estrelas do Hard Rock e do Heavy Metal para o álbum.

Só a música "Hey Stoopid", que abre o disco, temos Slash nas guitarras junto com Joe Satriani e Ozzy Osbourne na segunda voz.
Satriani também toca nas músicas "Burning Our Bed", "Feed My Frankenstein", "Little by Little", e "Wind-Up Toy".
A música "Feed My Frankenstein" também conta com a participação de Steve Vai nas guitarras e Nikki Six (Mötley Crüe) no baixo. É a primeira vez na história que Steve Vai e e Satriani fizeram um duo, tudo graças ao Alice Cooper. God Bless!
Temos ainda Vinnie More do UFO nas músicas "Hurricane Years" e "Dirty Dreams" e Mick Mars (Mötley Crüe) na guitarra da música "Die for You".

Deu pra perceber que Alice Cooper às vezes "joga sujo" contratando um time de estrelas para seu disco. Você fica puto (não de raiva, mas de felicidade, isso existe) quando percebe que o disco seria bom independente dessas estrelas. Preste atenção, por exemplo, na textura genialmente tétrica do teclado de Derek Sherinian, um notável ZÉ NINGUÉM, especialmente na música "Feed My Frankenstein".  Ou "Might as Well Be on Mars", uma das músicas em que nenhuma estrela convidada participa, mas é simplesmente uma das melhores músicas do disco e uma das baladas mais bonitas de Alice Cooper.

Não tem muito o que dizer desse disco. Bem composto, bem executado. Nota 8,5.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Crítica: Hearts on Fire - Baker Gurvitz Army


"Hearts on Fire" é o terceiro e último disco da banda inglesa "Baker Gurvitz Army", lançado em 1976.
É um disco de influências variadas. Sua base é o "Blues Rock", algo meio próximo do "Cream", mas ele se aventura em estilos variados que vai do "Funk", "Soul" e até "Disco Music" (como na dançante "Dancing The Night Away").
A recepção entre os fãs foi boa, embora morna. A opinião geral parece compartilhar da opinião de que é um disco que tem seus bons momentos mas nada muito memorável valendo mais como "peça de colecionador" do que um disco que você irá colocar várias vezes para ouvir durante sua vida. E é exatamente a mesma opinião minha.
Particularmente as únicas músicas do disco que me interessaram foram "Hearts on Fire", "Neon Lights", duas músicas com uma pegada um pouco mais clássica de "Hard Rock" setentista, e "Thirsty for the Blues", a melhor do disco, uma espécie de "Blues Floydiano".

Nota 5.

Não encontrei "Thirsty for the Blues" no Youtube, fica com a música título mesmo (lembrando que o disco não segue essa pegada)


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Os 50 melhores albuns de Rock Progressivo de todos os tempos



Por quase meio século, "progressivo" foi um termo utilizado para classificar qualquer ideia no Rock que fugisse ao usual: discos conceituais, uso de sintetizadores, composições com temática fantásticas e fantasiosas.
Abaixo uma lista feita pela Rolling Stone dos 50 melhores discos de Rock Progressivo de todos os tempos.

50 - Happy the Man, 'Happy the Man' (1977)
49 - Ruins, 'Hyderomastgroningem' (1995)
48 - FM, 'Black Noise' (1977)
17 - Crack the Sky, 'Crack the Sky' (1975)
46 - Carmen, 'Fandangos in Space' (1973)
45 - Triumvirat, 'Illusions on a Double Dimple' (1974)
44 - Strawbs, 'Hero and Heroine' (1974)
43 - Electric Light Orchestra, 'Eldorado' (1974)
42 - Meshuggah, 'Destroy Erase Improve' (1995)
41 - Amon Düül II, 'Yeti' (1970)
40 - The Soft Machine, 'Third' (1970)
39 - Porcupine Tree, 'Fear of a Blank Planet' (2007)
38 - Gong, 'You' (1974)
37 - Marillion, 'Clutching at Straws' (1987)
36 - Harmonium, 'Si On Avait Besoin D'Une Cinquieme' (1975)
35 - Banco Del Mutuo Soccorso, 'Io Sono Nato Libero' (1973)
34 - Caravan, 'In the Land of Grey and Pink' (1971)
33 - Tool, 'Lateralus' (2001)
32 - Kansas, 'Leftoverture' (1976)
31 - Renaissance, 'Ashes Are Burning' (1973)
30 - U.K., 'U.K.' (1978)
29 - Dream Theater, 'Metropolis 2: Scenes From a Memory' (1999)
28 - Opeth, 'Blackwater Park' (2001)
27 - Supertramp, 'Crime of the Century' (1974)
26 - Van Der Graaf Generator, 'Pawn Hearts' (1971)
25 - The Mars Volta, 'De-Loused in the Comatorium' (2003)
24 - Magma, 'Mëkanïk Dëstruktïẁ Kömmandöh' (1973)
23 - Tangerine Dream, 'Phaedra' (1974)
22 - Rush, '2112' (1976)
21 - Camel, 'Mirage' (1974)
20 - King Crimson, 'Larks' Tongues in Aspic' (1973)
19 - PFM, 'Per un Amico' (1972)
18 - Frank Zappa and the Mothers of Invention, 'One Size Fits All' (1975)
17 - Mike Oldfield, 'Tubular Bells' (1973)
16 - Gentle Giant, 'Octopus' (1972)
15 - King Crimson, 'Red' (1974)
14 - Genesis, 'Foxtrot' (1972)
13 - Pink Floyd, 'Animals' (1977)
12 - Emerson, Lake and Palmer, 'Brain Salad Surgery' (1973)
11 - Rush, 'Hemispheres' (1978)
10 - Yes, 'Fragile' (1971)
09 - Genesis, 'The Lamb Lies Down on Broadway' (1974)
08 - Can, 'Future Days' (1973)
07 - Jethro Tull, 'Thick as a Brick' (1972)
06 - Genesis, 'Selling England by the Pound' (1973)
05 - Yes, 'Close to the Edge' (1972)
04 - Pink Floyd, 'Wish You Were Here' (1975)
03 - Rush, 'Moving Pictures' (1981)
02 - King Crimson, 'In the Court of the Crimson King' (1969)
01 - Pink Floyd, 'The Dark Side of the Moon' (1973)

Lembrem-se, lista são sempre polêmicas. SEMPRE!

domingo, 17 de maio de 2015

Dica Independente: Buffalo Trio - Entre o Grunge e o Stoner


Buffalo Trio é uma banda independente de Uberlândia (MG) que iniciou sua carreira ano passado (2014), embora seus membros estejam na correria desde 2005. A formação da banda conta com Luiz Pettersen nas guitarras e vocais, João Henrique no baixo e Fred Meira na bateria.
Seu primeiro EP foi lançado em abril de 2014.

A banda é uma mistura interessante de Grunge com Stoner Rock.
Na minha audição percebi elementos de Nirvana, Them Crooked Vultures, Kyus e Black Sabbath nos primeiros anos.

O primeiro e o segundo disco (que foi lançado recentemente) podem ser ouvido via Bandcamp

Primeiro disco: Buffalo Trio EP



Segundo disco: Variable Chocke




Mais informações da banda:

E-mail: buffalotrioband@gmail.com
Soundcloud: https://soundcloud.com/buffalotrioband
Bandcamp: https://buffalotrio.bandcamp.com/ 
Facebook: https://www.facebook.com/buffalotrioband

Créditos:
Conheci essa banda pelo ótimo site Southern Rock Brasil. Um dos poucos que realmente se dedicam a divulgação de música boa e com pegada nesse país.
Curtam a fanpage dos caras:
https://www.facebook.com/SouthernRockBrasil

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Play Dirt - Girlschool (1983)


Play Dirt é o quarto disco de estúdio da banda, lançado em 1983. É considerado um dos piores discos da banda por alguns críticos e não é por menos. Trata-se, de fato, de um disco insípido e genérico, uma tentativa ridícula de soar "Los Angeles".

Incrivelmente esse disco é o preferido da baterista Denise Dufort. Ela diz que o disco tem uma sonoridade mais madura e lembra um pouco Def Leppard.

De fato o disco tem uma sonoridade próxima de Def Leppard, na sua fase mais Pop, mas não sei no que isso tem a ver com maturidade. E não é apenas eu a pensar assim. Esse disco não foi apenas um fracasso de crítica mas de público, foi o primeiro disco do Girlschool a não entrar na UK Top 40.

As músicas estão bem mais soft, lembrando muito mais um AOR qualquer do que qualquer outra coisa que deveria ser o Girlschool.

A grande surpresa do disco é um cover do T.Rex, 20th Century Boy.

Vale ressaltar que é um disco produzido por Noddy Holder e Jim Lea da banda de Hard Rock Slade.
Segundo Eduardo Rivadavia, crítico da Allmusic, o disco provavelmente queria tentar pegar a rabeira do sucesso pop post-glam de Joan Jett e tentou copiá-la em tudo, vemos isso a começar pela capa do disco, onde temos as 4 garotas, belas e maquiadas, com olhares selvagemente penetrantes, em roupas de couro rasgadas, típico da ex-Runaway.

Falta de inspiração e falta de personalidade definem o disco, nota 5 apenas por que me simpatizo pelas garotas e sei que dentro delas, mesmo aqui, gritava um espírito mais selvagem do que isso.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Om - Pilgrimage (2007)


"Pilgrimage", o terceiro disco do "doomy duo" Om, um exemplo de como às vezes, menos é mais. Apenas com o baixo, a bateria e as cordas vocais, o grupo demonstra uma incrível capacidade de criar música de incrível profundidade e originalidade.
Esse álbum cumpre realmente o que o título sugere, uma viagem épica às terras desconhecidas de proporções subsônicas. É incrível o preenchimento sonoro somando apenas poucos instrumentos. Isso tem nome, TALENTO.
Al Cisneros comanda os caminhos dessa viagem, sem esforço ele tece linhas de baixo hipnóticas (e belíssimas) criando uma atmosfera meditativa, enquanto canta sobre planos espirituais e ilusões da experiência contemplativa e religiosa. A capa do disco é uma obra prima à parte, um ícone Ortodoxo, uma representação de um anjo. Nada mais significativo para esse disco.
Seu parceiro, Chris Hakius, não é menos importante, mantendo a música funcionando perfeitamente lisa com um bom equilíbrio "de xamã", com marchas, cadências e ritmos.
As pessoas que procuram alguma brutalidade de qualquer espécie, ou mesmo algo de metal não irá encontrar aqui, e vai descartar o álbum como chato. Não me interpretem mal, há uma abundância de riffs pesados, mas eles não são pesados de forma "tradicionalmente metálica", eles são pesados num sentido mais profundo da palavra, as paletadas no baixo distorcido e o ambiente criado pelo disco por si só, coloca muita guitarra distorcida de joelhos.

O único defeito deste disco é ter só 32 minutos.

Músicas:

1. Pilgrimage
2. Unitive Knowledge Of The Godhead
3. Bhima's Theme
4. Pilgrimage (Reprise)

Disco inteiro:

Lynyrd Skynyrd - Vicious Cycle (2003)

Lynyrd Skynyrd - Vicious Cycle - 2003

Vicious Cycle é o décimo segundo álbum de estúdio do Lynyrd Skynyrd, lançado em 2003. Foi o primeiro disco da banda após a morte do baixista original, Leon Wilkeson. Ele morreu durante as gravações, mas ainda marca presença nas músicas "The Way" e "Lucky Man".
Este álbum é o primeiro a apresentar o substituto de Wilkeson, Ean Evans, o primeiro com Michael Cartellone na bateria, e o último álbum que o guitarrista Hughie Thomasson tocou antes de morrer. Época conturbada para a banda! Da formação original acabou sobrando apenas 2 membros, Gary Rossington e Billy Powell.
O pré-lançamento do disco incluiu um single com a música "Red, White & Blue", que alcançou a primeira posição nas paradas norte-americanas na época.
Liricamente, a banda não estendeu a sua lista de tópicos em quaisquer novas direções, mas, muito sinceramente, quem se importa? Como bem disse o crítico Rob Theakston; Este é Skynyrd. A temática da banda continua a mesma: amor a família, amor a pátria, o bom gosto para bebida e para as boas coisas mundanas (mulheres em destaque, obviamente). Uns momentos de curtição, Rock'n Roll, e outros momentos contemplativos em busca da alma e das origens, hora ou outra um lamento, não precisa mais do que isso. A exceção temática do disco está na canção "Mad Hatter", que é um tributo ao baixista Leon Wilkeson que, como foi dito, passou dessa pra melhor.
Musicalmente a banda continua fazendo um Southern Rock competente. Um disco bom, bem tocado, com bom momentos melódicos sabiamente contrabalanceados com peso, bons riffs, bons solos de guitarra e uma textura de teclado muito bem colocada. Não há do que reclamar.